quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (23)


“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
    CAMINHO PERIGOSO!
    Caro leitor, no verso 8 brilhou a fulgurante luz da graça sobre o viver dos eleitos. É deleite para os corações santificados quando presenciam as preciosas manifestações de amor infinito do Senhor por cada uma de Suas ovelhas. Que glória! Que doce felicidade eterna e perfeita aguarda os escolhidos do Senhor! Mas, quão importante é que conheçamos a miséria de nossa condição no pecado! Ó como o enganoso coração quer que descubramos traços de beleza em nós mesmos!
    O verso 9 é terrivelmente assustador, porque o Senhor mostra onde foi que o pecado nos deixou e qual direção de loucura tomamos, não fosse o trabalho do gracioso Senhor em nós e por nós. Vemos sempre essa notificação a nosso respeito em toda Escritura. Deus faz isso para que sejamos humilhados e recorramos a Ele constantemente em busca do Seu livramento e segurança. Caro leitor encaremos juntos o peso dessa advertência que aparece para cada um de nós nesse verso 9: “Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem”.
    Porventura, gostamos de palavras como essas? Não é verdade que buscamos na bíblia versos que sirvam de cosméticos para renovar nossa vaidade? Nosso orgulho é profundo demais para aceitar as verdades proferidas pelo próprio Deus a nosso respeito, porque temos uma concepção nossa mesma de felicidade e achamos que é Deus que necessita de conselhos. Tratamos o Senhor com desdém, por isso Ele vezes após vezes nos trata com dureza e rigor na disciplina, a fim de que saibamos por experiência, quão loucos e errados somos em nossas decisões.
    A primeira lição que aparece no texto é que quando agimos baseados na inclinação da nossa natureza somos como animais: “Não sejais como o cavalo ou a mula sem entendimento...”. Dura advertência partindo do Senhor aos homens e às mulheres! Mas, por que reagir contra o sábio Senhor? Afinal, o caminho e pensamentos Dele não são semelhantes ao nosso caminho e pensamentos (Isaías 55:8). O homem no pecado é chamado de homem natural (1Coríntios 2:14), guiado pela natureza. No pecado há um instinto animalesco no homem, porquanto ele foi criado para glorificar a Deus, mas o viver no pecado é um curso perigoso, porque não tem em vista a glória de Deus, é buscar glória em suas próprias paixões e viver assim é um curso perigosíssimo. Afastar da glória de Deus é tomar o rumo da serpente; é ouvir sua voz tão atrativa e sedutora.
    Então, caro leitor, qualquer felicidade que é advinda do mundo, na tentativa de agradar nossa satisfação carnal, não é proveniente do Senhor. Milhares hoje estão tomando esse caminho perigoso usando a bênção do Senhor! Muitos utilizam jargões evangélicos como trampolim, a fim de saltarem para suas ambições mundanas. Muitos utilizam os costumes supersticiosos, adicionando neles o nome de Jesus, sentindo fortalecidos nesses costumes. Mas, a verdade é que Deus não se afasta da Sua Palavra. O Nome Dele está lá; a glória Dele está no Seu livro santo e nossa felicidade consiste em ser guiados pela luz da santidade e da sabedoria do Senhor. Caro leitor, na direção de Deus está a Sua justiça, Seu amor que visa o bem do próximo, a santidade que honrará o Seu Nome em qualquer situação e nosso bem-estar consiste em negar a nós mesmos, se é que almejamos ser felizes. Então, ao tomarmos a direção oposta à Palavra da verdade estaremos agindo como “cavalo ou mula”, sem entendimento. Um andar assim sem disciplina significa que jamais conheceu o Senhor!
   

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (22)


“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
    O CAMINHO DO HOMEM FELIZ
    Caro leitor, o verso 8 está carregado da beleza da graça, adornando o caminho da felicidade com a presença do Senhor. Nosso Mestre, grande ensinador e conselheiro é a causa da nossa alegria. Buscar felicidade fora do Autor da nossa salvação é buscar lisonjas do pai da mentira e beber seus cálices venenosos. Não há felicidade fora da fonte certa, por isso o Salmista diz: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e verei a face de Deus?” (Salmo 42:2). Veja amigo, como aquele que outorga a plena salvação ao perdido é o mesmo que se apresenta como Senhor, Guia e Pastor das Suas ovelhas! “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos”.
    Veja como esse verso destaca a amplitude da graça! Veja quão ilimitado é o amor que nos escolheu e nos chamou mediante o evangelho! Que cuidado e provisão do Senhor para Suas frágeis ovelhas! Que segurança certa e amorosa ele proporciona à Sua noiva amada! O que mais interessa ao crente? O que precisamos mais além do forte braço do Senhor conduzindo, defendendo e sustentando Seus amados pelo estreito caminho rumo ao lar eterno! O maravilhoso conselheiro anda nos passos do Seu povo orientando nosso viver dia a dia:
            Dia a dia Cristo está comigo, me dá paz no meio do terror
            Pois confio em Seu poder eterno, não me canso junto ao meu Senhor
    Então, caro leitor, eis a aí a essência da felicidade! Eis aí o verdadeiro significado da felicidade para uma alma salva! Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro? Que resultado benéfico e eterno terá a alma com dinheiro, fama, prazeres e todo ramo de prosperidade que o mundo pode outorgar? O que os deuses deste mundo poderão fazer pela pobre alma, quando estiver só, diante dos terrores eternos?: Então dirá: Onde estão os seus deuses, a rocha em que se refugiavam? (Deuteronômio 32:37). O evangelho da glória de Cristo convida a alma para conhecer o amor provado na cruz. O evangelho moderno convida homens e mulheres para a mesa onde satanás colocou seu bezerro cevado, e ali há contenda (Provérbios 15:17).     Certamente, a mensagem da cruz em nada é agradável à natureza maligna do homem, mas ninguém poderá conhecer a real felicidade em Cristo, sem que veja primeiramente sua desgraça, condenação e merecimento da Ira justa e santa do Deus vivo. Quão terrível é essa mensagem para o velho homem! Imediatamente a natureza corrompida passa a guerrear no íntimo contra a perfeita justiça do Filho. Ó, quão enganoso é o coração! Quanta disposição para fugir do amor da cruz! Quanto ânimo para cavar cisternas rotas, no desespero pela felicidade carnal e mundana! Como o coração natural confessa pelo seu viver, que não aceita a liderança do Rei da glória em sua vida!
    Caro leitor, o evangelho da glória de Cristo chega e convida homens e mulheres ao arrependimento (Mateus 9:13). Ninguém poderá conhecer a felicidade eternal por meio da redenção da cruz, se primeiramente não sentir sua indignidade, miséria e merecimento do castigo eterno. Amigo, encare a cruz onde o Filho de Deus foi pendurado! Onde aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós culpados (2 Coríntios 5:21)! Veja como o Cordeiro puro e sem mácula foi moído em lugar de pervertidos como nós pecadores! Veja como Ele conheceu nossa condição tão triste, ao ponto de descer do céu e vir aqui neste vale de dor, a fim de ocupar nosso lugar!
    Você, amigo almeja felicidade fora da cruz? Quer fugir da humilhação? Prefere ouvir a doce voz enganosa da serpente? O momento agora é para ouvir o chamado do Senhor, porque Ele é o Senhor e Salvador de homens e mulheres arrependidos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (21)

“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
    O CAMINHO DO HOMEM FELIZ
    Caro leitor, claramente vemos como o Salmo 32 apresenta o caminho da felicidade. A felicidade verdadeira tem como estrutura a salvação do perdido, conforme vemos nos dois primeiros versos. Não conhecendo o arrependimento e o perdão de Deus mediante o sangue remidor, o homem jamais poderá conhecer o significado da felicidade genuína e duradoura. Andar neste mundo sem ser salvo é trilhar o caminho debaixo da Ira santa e justa de Deus; é estar debaixo da maldição da lei (Gálatas 3:13); é caminhar neste mundo sozinho, como ovelha sem pastor, na incerteza, tateando nas trevas sem conhecimento dos perigos terríveis que envolvem a alma aqui e na eternidade.
    Mas nos versos 8 e 9 Deus está falando com aqueles que já foram salvos, mostrando que agora eles não estão sozinhos, que eles serão instruídos para terem um procedimento correto. Eles são discípulos que dia a dia vão aprender de Deus, mediante as instruções dadas em Sua Palavra. Caro leitor, a Palavra de Deus em Sua totalidade são instruções dadas ao povo salvo. Os que têm o temor do Senhor amam a verdade revelada e adornam suas vidas com as jóias da graça. A Palavra santa ornamenta a igreja de Deus, embeleza individualmente os crentes para que eles possam exibir no mundo o verdadeiro significado da felicidade vinda do céu.
    Mas, o Senhor mostra que o viver do crente é mais do que receber instruções, porquanto Ele também será o ensinador dos Seus santos: “... e te ensinarei o caminho que deves seguir...”. O Senhor não é um professor que dá suas instruções aos alunos e depois vai para a casa dormir. O majestoso guarda de Israel não dorme (Salmo 121:4). Ele acompanha os crentes passo a passo, com paciência, carinho, ternura, bondade, firme liderança e disciplina: “Eu repreendo e disciplino a todos quanto amo...” (Apocalipse 3:19). Caro leitor, se você é um genuíno crente em Cristo, deve saber que o Senhor conduz individualmente os crentes pelo caminho certo da santidade, do amor e da disciplina. Andamos por um caminho diferente, porque somos um povo diferente e estamos sendo preparados para as glórias eternais. Então, não há lugar para descuido, indisciplina e indiferença às coisas eternas. O Senhor nos recebeu por filhos Dele e jamais seremos abandonados como filhotes de cervos, à mercê de animais ferozes. 
    Se Ele ensina o caminho que devemos seguir é porque não conhecemos o caminho. Somos como crianças tentando andar; no viver cristão tudo é novidade e estamos na tentativa de desvencilhar dos maus costumes trazidos do velho homem. Quanto amor e cuidado de Deus por cada um de Seus filhos! Quão glorioso e gracioso é Seu trabalho em guiar os santos, livrando-os dos perigos e moldando o caráter, a fim de que sejamos parecidos com Cristo! O amor eterno nunca se cansa; a graça nunca fitará os salvos com indignação e fúria, e até mesmo a disciplina não chega como resultado de Sua Ira, mas sim de um amor que direciona tudo com sabedoria. Todo esse serviço planejado na eternidade pelo conselho de Deus tem em vista nosso bem, nosso prazer no andar, nossa felicidade no cotidiano e enfim, nosso gozo e regozijo achados somente Nele: “Alegrai-vos no Senhor!” (verso 11).
    Caro leitor, se você foi remido e lavado pelo sangue do Cordeiro de Deus, quão feliz é você! Que privilégio pertencer a Cristo para sempre! A felicidade do crente é algo desconhecido para a mente entenebrecida no pecado! O homem natural dirá que tudo isso não passa de loucura (1 Coríntios 2:14)! Não fomos chamados para explicar ao mundo, mas sim para viver e irradiar a felicidade de pertencer a Cristo para sempre! O brado do evangelho é chamando pecadores ao arrependimento! É anunciando em pleno império das trevas que Cristo salva o perdido!

domingo, 15 de janeiro de 2012

OS DIREITOS SOBERANOS


“Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú” Romanos 9:13.
    Estas palavras ditas pelo apóstolo, sem dúvida alguma, têm sido motivos do “ranger de dentes” de muitos que odeiam a doutrina que exalta os direitos Soberanos do Altíssimo. Eles cercaram Romanos 9 com suas muralhas de opinião pressuposta e puseram um portão com uma placa escrita: “É proibido entrar; perigo de morte”. Como se o assunto a respeito da Soberania absoluta de Deus na redenção do pecador fosse uma rede de alta tensão. De minha parte, sinto-me tão rejubilante quando meus olhos contemplam as jóias preciosas dos atos extraordinários de Deus em favor do Seu povo no mundo inteiro. Nas palavras inspiradas acima vemos os direitos do Soberano Senhor de amar quem Ele quer amar e odiar quem Ele quer odiar. O Deus da Revelação escrita não tem o perfil do deus projetado pela mente natural. O homem natural quer um deus que lisonjeie suas atividades religiosas e que garanta uma paz com seus pecados aqui sem, contudo perder de vista sua possibilidade de entrar no reino celestial um dia.
        “Amei Jacó”. Eis aí a exibição do amor misericordioso do Senhor por pecadores culpados. Seu amor é eterno: “Com amor eterno eu te amei” (Jeremias 31:3); é um amor Santo porque Deus é Santo, contrastando com esse amor tão badalado e tão sentimental que o mundo apresenta. Ele amou Jacó porque quis amar. Nada havia em Jacó que O motivasse a amá-lo a não ser a escolha feita em Cristo antes da fundação do mundo, porquanto Ele amou os Seus em Cristo (João 17:23). Seu amor por Jacó fez com que Ele cercasse e atraísse o objeto amado para si, salvando aquele homem e fazendo dele Seu instrumento de sua graça disciplinadora enquanto aqui viveu.
        “... Porém me aborreci de Esaú”. O ódio de Deus é tão santo e tão eterno quanto o amor de Deus. Ele é glorificado tanto em odiar quanto é glorificado em amar. Por que essa fúria contra esta declaração a respeito dos direitos absolutos de Deus? Jacó era tão pecaminoso quanto Esaú. Não há diferença porquanto ambos vieram da mesma massa (Romanos 9:21). Esaú, entregue a si mesmo, seguiu o seu curso normal de vida. Era um materialista e tudo o que queria era a bênção de seu pai Isaque, bênção tal que pudesse fazer dele um homem próspero. Desprezou as coisas espirituais por causa do seu zelo em buscar provisão material, e o resultado foi que conseguiu aquilo que tanto o coração natural anseia ter: “... A Esaú dei em possessão as montanhas de Seir...” (Josué 24:4).
        Amigo leitor, através desses dois personagens bíblicos, o Espírito Santo está mostrando o que significa a salvação apresentada nas Sagradas Letras. Em salvar pecadores Deus está exibindo Sua esplêndida Misericórdia, e em odiar pecadores está exibindo Sua gloriosa Justiça punitiva contra o pecado. Afinal, quem somos nós? Pecadores culpados, dignos do castigo eterno! A Justiça Santa de Deus ordena nossa completa condenação; a Sua Santa Lei grita em alto som sobre o Monte Sinai que somos malditos; e toda criação, no céu e na terra serve de testemunha ocular do castigo que nossos atos merecem.
A doutrina da Soberana misericórdia aparece com tanta relevância em toda Escritura para nos humilhar mostrando nossa triste condição onde o pecado nos deixou, fora do paraíso, longe do bondoso Deus. Mas eis a gloriosa notícia que o Senhor veio buscar e salvar o perdido (Lucas 19:10). O Deus de toda Misericórdia tem prazer em encontrar contritos e humilhados para salvá-los com salvação eterna.

sábado, 14 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (20)


“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
    O CAMINHO DO HOMEM FELIZ
    Caro leitor prossigamos no conhecimento desse Deus que se revela como nosso Sumo instrutor, Ensinador e Guia, conforme o que o Espírito nos mostra no verso 8. Com que amor somos chamados para perto daquele que aprouve salvar Seu povo! Que maravilhoso carinho e ternura Ele demonstra em Seus cuidados por cada uma de Suas ovelhas! Que linguagem simples e acessível aos ouvidos daqueles que foram chamados pelo evangelho! Aquele que nos amou com amor eterno, jamais nos abandonará (Hebreus 13:5).
    O que nosso Senhor quer dizer quando Ele afirma ser nosso instrutor: “Instruir-te-ei...”? No comentário anterior (19) mostrei que todos os verdadeiros crentes são discípulos, que fomos chamados para aprender Dele. Aprendamos com nosso Mestre que o caminho da felicidade consiste em tomar as lições da Palavra de Deus e aplicá-las no viver. Foi sempre assim que Deus lidou com Seu povo. Aprendemos isso na história de Israel, como Ele cercou a nação com Suas instruções, e como essas instruções voltavam contra todos os desejos carnais, militavam contra todas as pretensões mundanas de felicidade. As instruções divinas diziam que a felicidade consistia em andar para cima, segundo a liderança de Deus. Porém, a natureza rebelde e contenciosa dizia que a felicidade consistia em descer, voltando na direção contrária da vontade de Deus.
    Caro leitor, a carnalidade sempre estará querendo controlar e declarar que Deus está errado. A mensagem evangélica tão promulgada em nossos dias é uma manifestação da rebelião humana contra o caminho santo, seguro e precioso da felicidade apresentado pela Palavra de Deus. Em Sua amorosa e fiel Deus declarou ao Seu povo: “...ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem” (Deuteronômio 8:3). O Santo de Israel está mostrando ao Seu povo que a felicidade do homem consiste em andar pelo caminho certo, com humildade, dependência Dele e deliciando-se de Sua Palavra. Para um coração rebelde essas palavras do Senhor significam crueldade e indiferença às necessidades das pessoas.
    Mas a fé transita seguindo as instruções da Palavra. A fé respira a atmosfera celestial e enquanto caminha por este vale procura encher seus pulmões espirituais desse oxigênio santo proveniente da verdade revelada. A fé sabe bem que nossa música, família, herança e glória eterna não são achadas nesse Egito mundano e passageiro. Por isso a fé segue pelo caminho certo da obediência, conforme as instruções recebidas. E mesmo numa atmosfera de aparente felicidade, sabe bem que tudo aqui passa; que o Senhor que dá é o mesmo que soberanamente toma.
    Caro leitor, tem algo melhor para nós do que aprender as santas instruções dadas pelo nosso Sumo professor? Quanta loucura correr com as multidões em busca dessa prosperidade proposta pelo pai da mentira! Para o mundo felicidade é ter mais daqui; é acumular herança nesse vale da sombra da morte! Mas, quem vai à frente da ruidosa multidão é o príncipe deste mundo! Quais são as instruções dadas pelo Senhor ao Seu povo? Será que segue as normas mundanas? Jamais! Ele mesmo afirma: “No mundo tereis aflições...” (João 16:33). É loucura ignorar isso! É suicídio dar as costas à verdade revelada!
    Caro leitor, se você não é salvo, abrace a mensagem da cruz! Fuja deste mundo enganador e contemple aquele que suportou toda oposição mundana e diabólica, a fim de tirar pecadores desse perigoso caminho rumo à perdição, pelo qual milhares trilham! Corra agora até aquele que pode apagar seus pecados e guiar você rumo ao céu!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (19)



“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
         O CAMINHO DO HOMEM FELIZ
         Caro leitor, esses dois versos vêm nos mostrar as nossas tremendas responsabilidades no andar com Deus neste mundo, se é que almejamos experimentar a verdadeira felicidade no viver. Estamos acostumados com as proposições mundanas, porque elas oferecem mais facilidades. Veja a concepção de felicidade para o mundano, não há aprendizado, não há submissão. O ímpio quer receber tochas acesas das bênçãos materiais, a fim de correr pelas vias das paixões e dos prazeres. O ímpio quer estar acima do seu próximo; quer sentir-se como um deus, tendo tudo aos seus pés. Noutras palavras, o ímpio quer “ganhar o mundo inteiro”.
         Mas as palavras dos versos 8 e 9 são dirigidas aos crentes e elas vêm diretamente da boca do Senhor. No verso 8 somos chamados à profunda humilhação e dependência de Deus, porquanto Ele mostra que, mesmo sendo salvos da penalidade, precisamos da liderança Dele no viver; que temos um caminho do dever e que, se estivermos a agir conforme o que é demonstrado no verso 9, sofreremos terríveis conseqüências. No verso 8 nosso Senhor se apresenta como nosso instrutor: “Instruir-te-ei”; nosso Senhor: “te ensinarei” e nosso conselheiro: “...e sob as minhas vistas te darei conselhos”. Então, caro leitor, no caminho da verdadeira felicidade precisamos de instrução, ensino e orientação, e o próprio Senhor se apresenta para realizar essa gloriosa obra na vida do Seu povo. Que preciosa dádiva da graça! Tem alguém melhor do que o Senhor para fazer isso? Não foi Ele que conheceu o caminho pelo qual andamos? Não foi Ele mesmo que tomou nossa humanidade e aprendeu com humilhação o que significa obediência? Não foi Ele mesmo que nos tomou para Si, a fim de nos guiar neste mundo e transportar todas as Suas ovelhas para o lar celestial?
         Com quem o Senhor está falando? Com os salvos! Com aqueles que Ele mesmo aprouve salvar e chamar para Si! Consideremos agora um pouco o que a Palavra de Deus diz a respeito daqueles que são chamados de crentes, salvos pela graça. Digo e afirmo que todos eles são discípulos do Senhor. Não vejo na Palavra de Deus duas categorias de crentes, conforme tanto ouvimos em nossos dias. Pregam hoje que têm os salvos e os discípulos. Mas nosso Senhor só tem discípulos, por isso todos os que foram salvos são discípulos. Não existe a classe dos elitizados no meio do povo de Deus, porquanto todos foram justificados com a mesma justiça e receberam o mesmo Espírito; todos são tratados com igualdade, com disciplina debaixo do teto do amor eterno.
         Tomo agora alguns versos para provar meus argumentos. O primeiro são as palavras que saíram da boca de Moisés em sua despedida de Israel: “Na verdade, amas os povos; todos os teus santos estão na tua mão; eles se colocam a teus pés e aprendem das tuas palavras” (Deuteronômio 33:3). Nota-se que Moisés profeticamente faz referência aos planos de Deus em relação aos convertidos do mundo inteiro. Observemos o convite do Senhor Jesus aos cansados e oprimidos: “...aprendei de mim...” (Mateus 11:29). Outro verso que considero esclarecedor está em João 6:45, onde Cristo toma um verso profético de Isaías a respeito do alcance do evangelho em todas as nações: “...e serão todos ensinados por Deus...”.
         Então, caro leitor tomo o verso 8 do Salmo 32 para mostrar aos crentes que o caminho da felicidade é diametralmente oposto ao caminho apresentado pelo mundo. O Senhor nos chama afirma que será nosso Instrutor, Ensinador e Guia; que o caminho até o céu é perigoso; que os inimigos chegam disfarçados; que há armadilhas perigosas ao longo da estrada; que fomos chamados a percorrer um caminho pelo qual poucos andam e que nossa felicidade é conquistada a cada passo, até chegarmos à perfeição!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA FELICIDADE (18)



“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8,9)
O CAMINHO DA FELICIDADE
         Caro leitor, a felicidade verdadeira consiste em ter o temor do Senhor no coração. Pudemos ver essa verdade nos versos anteriores. A estrutura de uma vida feliz começa na cruz; tem inicio quando o homem é reconciliado com Deus, perdoado e justificado. Ele é chamado agora de bem-aventurado. A felicidade verdadeira consiste em estar em paz com Deus mediante o sangue remidor (Romanos 5:1) e livre da condenação eterna. Só posso ser feliz quando o Deus verdadeiro torna-Se o meu Deus; quando estou certo disso porquanto tal verdade foi gravado no meu coração e não há nenhum engano no meu íntimo: “...em cujo espírito não há dolo” (verso 1).
         Vimos também que é o pecado a causa de toda desgraça. Satanás espertamente tenta fazer com que os homens vejam que seus problemas estão do lado de fora deles, enquanto a bíblia afirma que o problema está do lado de dentro: “Enquanto calei os meus pecados...”. O pecado encoberto no íntimo é letal para o homem; é a causa de toda desgraça dentro e fora dele: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará...” (Provérbios 28:13). Somente a sincera confissão perante o Senhor Jesus é que faz a alma libertada e livre para andar com Deus e viver a vida piedosamente na dependência e na alegria do Senhor (versos 6 e 7).
         Agora entramos numa nova sessão que nos fornecerá lições preciosíssimas. Tenho mostrado aos meus leitores que felicidade consiste em andar com Deus. Quando um homem é salvo seus olhos são abertos para vislumbrar as maravilhas de um Deus de amor e de misericórdia; um Deus que Se tornou homem, a fim de salvar os perdidos e guiá-los pelo caminho da santidade, da justiça e do amor, até a entrada na Nova Jerusalém. A vida cristã não é um viver solto e entregue a si mesmo. O caminho do justo é conhecido pelo Senhor (Salmo 1:6) e Ele mesmo é o pastor das Suas ovelhas (Salmo 23:1). É exatamente essa verdade que vemos no Salmo 32, versos 8 e 9. Caro leitor, a nossa natureza é inclinada a correr na direção contrária. Na busca pela felicidade carnal e mundana avançamos na direção dos perigos, corremos para o acampamento inimigo.
         Mas, eis que o Senhor aparece e com Seu amor e misericórdia diz: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as minhas vistas te darei conselhos”. São palavras preciosas para um coração que teme ao Senhor e que deseja andar em Seus caminhos. Caro leitor, perante a visão da fé vemos um Deus que comunica Seus amorosos e graciosos cuidados pelas Suas ovelhas. Aquele que entregou Seu próprio Filho por amor do Seu povo eleito, certamente tem o melhor viver aqui para Seus santos; certamente há de mostrar que a felicidade consiste em ter Sua liderança de amor e de sabedoria. Que verdade preciosa! O Deus de amor pronto a nos servir com Seu paternal cuidado!
         A primeira lição que aparece é que Ele não pede permissão para liderar nossas vidas. Ele não pergunta se eu quero ou deixo de querer. Ele sabe bem que nossa natureza é vil e inclinada à loucura. Cada crente é filho, nascido Dele, participante agora da família Dele. Todos os crentes agora fazem parte da agenda disciplinadora do Senhor (Hebreus 12:7), por isso Ele declara: “Instruir-te-ei... ensinarei... te darei conselhos”.
         Se desejo ser feliz, certamente precisarei dessa liderança de amor do Senhor em meu viver diariamente. Quão perigosa é a busca pela felicidade carnal! Quando homens e mulheres querem a felicidade mundana, satanás espertamente chega e apresenta seu belo mundo, cheio de tudo aquilo que tanto atrai a carne e os olhos! Milhares na busca pela felicidade são jogados diariamente no abismo de terror!