quinta-feira, 14 de abril de 2011

A plena suficiência da Palavra de Deus (7) - Fogo Consumidor

“Não é a minha Palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (Jeremias 23:29).

FOGO CONSUMIDOR:

         Prezado amigo, não somos capazes de imaginar o poder da palavra de Deus. Ela é fogo consumidor. É difícil para a natureza incrédula acreditar no poder aterrorizante do livro de Deus. Já temos idéia do que o fogo pode fazer, especialmente quando fecha o cerco. Não posso esquecer o incêndio no prédio Joelma, na avenida nove de julho em São Paulo no ano de 1974. O incêndio iniciou no nono andar e foi empurrando as pessoas para cima. Muitos morreram carbonizados e outros preferiram a morte mais rápida saltando do prédio. Foi terrível aquela tragédia que ficou na memória do povo paulistano.
         Assim também a Palavra de Deus é suficiente. Ela funciona por si mesma; ela não precisa de qualquer ajuda humana. Consideremos essa verdade na prática, porque é crucial que entendamos tal verdade numa época como a nossa, quando até mesmo no meio evangélico ignoram a Palavra de Deus. É prevalecente a ausência de temor àquilo que Deus tem revelado. A atitude é de desprezo, como se o livro de Deus fosse algo qualquer. Mas a Palavra de Deus é fogo, e veremos agora sua atuação como fogo consumidor.      
         Primeiramente sabemos que ela tem essa função quando sai da boca de Deus. Eis o que o Senhor afirma em Isaías 55:11: “assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”. As bocas dos profetas são instrumentos de Deus na comunicação da Sua verdade revelada aos homens. Mas quando Deus passa a Sua Palavra aos homens que Ele escolhe, Ele faz com que todo ser do profeta seja visitado com Sua compaixão, com Seu zelo e com Seu amor. Vejamos Jeremias inflamado de compaixão! Eis o profeta chorando pelo povo endurecido! Eis o profeta se expondo às perseguições e injúrias da liderança religiosa e política em Jerusalém. Os profetas eram homens cheios do Espírito de Deus transmitindo a linguagem de Deus de forma tal que o povo pudesse compreender, temer, arrepender e se converter.
         As palavras dos profetas comunicavam misericórdia, justiça e juízo. Essas palavras funcionavam como fogo, do contrário não tinha qualquer efeito que glorificasse a Deus. A Palavra de Deus desce do céu, do coração de Deus por meio dos Seus servos. Nas palavras melosas dos falsos mestres não há tonalidade da misericórdia, nada é aceso das ameaças e das punições de Deus para um povo rebelde. Pelo contrário, em suas palavras há armadilhas, porque elas mostram um deus diferente do Deus que se revelou nas Escrituras. O deus dos falsos mestres é atraente à carne; é pacífico com o pecado; é conivente com as mentiras religiosas. Os falsos mestres são instrumentos de punição; são caminhos fáceis para o castigo eterno. Com suas palavras pomposas, suaves e lisonjeadoras eles são materiais de endurecimento para corações rebeldes.
         Quando o mundo está cheio de falsos mestres não há avivamento, a não ser um avivar da maldade. Os falsos mestres têm por meta, não a glória de Deus, mas sim a glória humana, e lucro pessoal. Eles desviam os homens do caminho certo e ativam a rebeldia do coração. Eles aprofundam o orgulho no íntimo e promovem o culto idólatra e supersticioso e fortificam a muralha da resistência a Deus em torno do coração. Que o Senhor tenha misericórdia desta atual geração! Invoquemos o Senhor suplicando-Lhe que envie mais profetas, mais homens chamados por Ele! Sua Palavra não perdeu o poder de fogo! Sua Palavra é gloriosa, suficiente nela mesma, capaz de queimar todo esse amontoado de palhas! Quantos estão seguindo elementos malignos e avarentos! Quantos estão seguindo o pai da mentira, achando que estão pelo caminho certo! São milhares, até mesmo dentro das igrejas que desconhecem os ardis do diabo, suas astutas ciladas, seus empreendimentos da mentira, a fim de deter o reino de Deus!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A plena suficiência da Palavra de Deus (6) - Sua relevância

“Não é a minha Palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (Jeremias 23:29).

SUA RELEVÂNCIA:

        Amigo leitor, o Senhor afirma aos falsos mestres que Sua Palavra é fogo. Isso significa que a Palavra é suficiente e poderosa nela mesma e que assim como o fogo, nada existe que possa prevalecer ante a força consumidora da verdade revelada. As palavras que saíam das bocas daqueles homens não eram oriundas de Deus. Eles não foram enviados por Deus, não foram autorizados a pregar, Deus não colocou Suas palavras em suas bocas. Eram movidos por ganância, por lucros passageiros. Aqueles homens, bem como todos os falsos mestres, não amavam o povo. Suas palavras eram melosas e agradáveis. Os falsos mestres modernos seguem o mesmo padrão. Então, o que pregavam ao povo era apenas palha. O que pregam hoje é mentira e a mentira nada pode suportar diante da verdade, assim como a escuridão não prevalece ante a luz.
         Deus utiliza Seus servos para a pregação da verdade. Quando Ele chamou Jeremias, o profeta ouviu estas palavras do Senhor: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta” (Jeremias 1:5). O jovem Jeremias naquele momento sentiu sua indignidade e incapacidade diante de tremenda responsabilidade. As Palavras do Senhor revelam a soberana escolha de Deus até mesmo para o ministério da pregação. Não passava de loucura correr para pregar, quando Deus não chamou. Mesmo que as intenções eram honestas, toda tentativa era vã. É melhor continuar sua vida normal, ficar na sua humilde função dentro e fora da igreja do que correr desvairado a fim de pregar o que Deus não mandou. Quando Deus chama, Ele habilita o servo;  ele concede poder e enche a alma da verdade. É exatamente isso o que Ele comunicou a Jeremias: “...Eis que ponho as minhas palavras na tua boca” (Jeremias 1:9).
          Prossigo para deixar esse assunto ainda mais destacado. Estamos vivendo dias tormentosos de heresias, justamente porque elementos ímpios correram e estão correndo para pregar ao povo exatamente aquilo que os falsos profetas pregavam. O resultado era desastroso: “...porque dos profetas de Jerusalém saiu a contaminação sobre toda a terra” (Jeremias 23:15). Incrível! Eles estavam contaminando toda população, porque pregavam aquilo que derivava do engano dos seus corações corrompidos e gananciosos. Ouça a advertência de Deus ao povo naqueles dias: “...Não deis ouvidos as palavras dos profetas, que vos profetizam a vós, ensinando-vos vaidades; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor". (Jeremias 23:16). O que pregavam vinha da sujeira de seus corações, da enganosidade de corações não regenerados.
         As palavras dos falsos mestres são venenosas, contaminadoras, porque aliciam os corações. Elas levam uma paz às almas, mas é a paz que não vem de Deus. Elas fazem com que os ímpios deitem e durmam num gostoso colchão, sobre um vulcão que logo entrará em erupção da ira de Deus. Os falsos mestres põem um tapete no caminho para a chegada do príncipe das trevas com suas astutas ciladas. A multidão presume que não há sinal de ira, nem de desaprovação por parte de Deus, por isso homens e mulheres continuam vivendo em seus pecados, sentindo o conforto e a brisa em seus corações enganosos e enganados.
         Foi assim nos dias de Jeremias, porque os falsos profetas eram milhares, enquanto os verdadeiros servos enviados por Deus eram poucos. Estes eram rejeitados, humilhados e assassinados. É assim em nossos dias quando vemos a maneira debochada que tratam a Palavra de Deus. Ele está retirando Sua bondade deste mundo. Sua presença de misericórdia está dando lugar para os festejos do culto carnal, daquilo que mantém a multidão cega cercada de perigos, porém vivendo numa atmosfera venenosa.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dez Acusações contra a Igreja moderna (2ª Acusação) - Por Paul Washer

Dez Acusações contra a Igreja moderna (1ª Acusação) - Por Paul Washer

Dez Acusações contra a Igreja moderna (Introdução) - Por Paul Washer

A plena suficiência da Palavra de Deus (5) - Sua relevância

“Não é a minha Palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (Jeremias 23:29).

 SUA RELEVÂNCIA:

        Prezado amigo estamos vendo como o próprio Deus mostra a glória da Sua Palavra para os falsos profetas nos dias de Jeremias. Eram palavras carregadas de forte ameaça, porquanto eles estavam desafiando o próprio Deus, falando ao povo algo que Deus não mandou falar. Quão sério é isso! Vemos semelhante atitude por parte dos falsos mestres em nossos dias, e por não aparecer qualquer sinal de juízo esses elementos ampliam sua arrogância e continuam afrontando o Senhor.
         Estamos considerando no texto essas tremendas Palavras que saem da boca do próprio Deus! Como elas são importantes para que avaliemos o que está ocorrendo em nossos dias! Deus tem alargado o caminho dos amantes do dinheiro; Deus tem dado ampla liberdade para que eles continuem usando a Palavra como instrumento de negócio, mas a verdade continua, porquanto, Ele mostra como a Sua Palavra era suficiente ao mostrar duas atividades dela em relação aos homens: 
  1. Ela tem o poder consumidor: “Não é a minha Palavra fogo...?”
  2. Ela tem o poder destruidor: “Martelo que esmiúça a penha?”.
          Estou certo que o mesmo espírito de engano e de prevalecente desafio à Palavra inspirada, que agia nos corações de muitos homens e mulheres naqueles dias é o que agora tomou posse de homens perigosos, os quais viram esse caminho fácil e ilegítimo de enriquecimento. Junto com isso satanás imprimiu nos corações incautos uma paixão pela mentira e por superstições, com efeito, a Palavra de Deus é recebida como um tipo de sortilégio. Homens banqueteiam seus cultos com passagens bíblicas bem escolhidas para suas arapucas espirituais. Textos são retirados de seus contextos; passagens bíblicas são isoladas da sua harmonia com a totalidade das Escrituras. Deus é apresentado como um velhote do amor; como um feiticeiro que promove o bem. Satanás passa a duelar com Deus como se este fosse o deus do bem e aquele o deus do mal, numa acirrada disputa pela possessão da fé humana.
         Que jornada perigosa desses homens cruéis! Eles desconhecem o Deus da Palavra, assim como desconhecem a Palavra desse Deus tremendo. Eles estão rindo quando deveriam estar tremendo! Não sabem que a festa logo vai acabar dando lugar ao terror! Não sabem que o Deus de amor e bondade é o Deus de terror, que persegue Seus adversários (Naum 1:8).
         O Senhor afirma que Sua Palavra é fogo. Não diz é que é como fogo, não foi feito uma comparação. A primeira lição que podemos extrair dessa declaração tão positiva é que sendo a Palavra de Deus fogo, ela tem poder suficiente para queimar. A meu ver não tem algo mais sério, mais aterrorizante do que essa declaração de Deus a respeito daquilo que Deus ordena que Seus servos preguem. Como fogo a Palavra de Deus é suficiente nela mesma para queimar. Ora, fogo não precisa de ajuda. Quando acendemos o fogo ele não precisa de nossa participação; não precisa de nossa força para realizar o que somente o fogo pode fazer. O fogo é de grande utilidade, mas pode ser um terror e causar destruição.
         O que o texto está declarando é que a Palavra de Deus na boca dos Seus servos é uma verdadeira torrente de fogo celestial. É a glória da verdade revelada aos homens! É Deus avisando aos homens do Seu juízo, da Sua Ira, da necessidade urgente de arrependimento por parte daqueles que estão vivendo em Seus pecados! É a Palavra de Deus queimando o orgulho, a vaidade, queimando os portões e invadindo os corações para revelar as mentiras e as idolatrias ocultas! É Deus mostrando aos homens que Sua misericórdia está em atividade caso os homens se humilhem. Não adianta calar os profetas, porque eles não constituem o perigo, mas sim a mensagem que sai de suas bocas!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A plena suficiência da Palavra de Deus (4) - Sua relevância

“Não é a minha Palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (Jeremias 23:29).

 SUA RELEVÂNCIA:

        Amigo leitor vemos como Deus põe os falsos profetas perante a glória da Sua Palavra. Aqueles elementos gananciosos, avarentos e afrontadores estavam desafiando a Palavra de Deus: “...a minha Palavra”. Não há dúvidas que era algo atemorizante, porquanto estavam lidando, não com as palavras de meros homens como Ezequiel, Jeremias e outros profetas levantados naqueles dias, mas sim com a Palavra de Deus! Eles afirmavam ao povo que tinham sido enviados por Deus, então responsabilizavam ao próprio Deus de uma mensagem mentirosa, de tramas ardilosas na finalidade de roubar o povo.
         Ao mostrar o quanto Sua Palavra é relevante, o Senhor estava declarando que Seus servos são enviados para pregar com fidelidade. Quando Deus chama homens Ele concede aos Seus servos poder do Seu Espírito, a fim de que eles preguem o que é mandado pregar. Deus não somente coloca seus corações sintonizados com a verdade, mas também todo sentimento, pensamentos e coração são tomados do poder de Deus. O Nome puro e santo de Deus, a honra desse Nome está em Sua Palavra, por isso Deus cuida pela preservação da fidelidade e imutabilidade daquilo que Ele manda Seus servos pregarem.
         Quando não são enviados por Deus os pregadores normalmente formatam a Palavra de Deus aos gostos dos ouvintes. Eles retiram propositalmente da mensagem todo elemento confrontador, ela deixa de ser espada, martelo e fogo, porquanto é retirado todo terror de Deus. Tudo aquilo que tem por objetivo levar os homens e mulheres à humilhação é omitido porquanto não encaixa bem na forma psicológica pela qual os falsos mestres comunicam ao povo. Permanece apenas o glacê do amor e da paz. O que os falsos mestres fazem é filtrar a mensagem porque acham que determinadas palavras são pesadas para os ouvintes.
         Entretanto, os servos do Senhor não são autorizados por Deus a mudar a mensagem. Os arautos do Rei ao abrir o Livro, antes de tudo devem declarar em alto e bom som: “Assim diz o Senhor!”. Começa assim e termina assim, com amém de Deus o Pai, e o amém de Deus o Filho. Qualquer mensagem fora da pureza da Verdade revelada não passa de palha para o povo! Noutras palavras é um fogo artificial, não são as lavas que saem do coração de Deus, em altíssima temperatura do Seu furor contra a maldade do pecado. Mesmo que os falsos mestres falem bonito, falem de Deus, falem de oração, de amor e de promessas, essas palavras são ardilosas e arapucas bem armadas para aqueles cujos corações são rebeldes. Essas palavras ressoam como martelo de plástico, que nenhuma força possui para esmiuçar a dureza e rebelião em corações rebeldes. Os falsos mestres, mesmo que preguem algumas verdades, suas mensagens são extremamente perigosas para o povo, porque a meia verdade é pior do que uma mentira inteira.
         Os falsos mestres são sedutores bem disfarçados. Sua voz mansa e suave faz com que as pessoas pensem que é a voz de Deus. Elas aparecem com um tom de amor meloso, desconhecedor de misericórdia e compaixão. Os falsos mestres alargam o caminho estreito, conseguem passar um trator da filosofia e do humanismo e assim tiram toda e qualquer barreira. Eles querem facilitar o caminho, tornando-o mais acessível à natureza corrompida.Foi assim que aqueles elementos perigosos encheram Jerusalém de maldades, atraindo a punição e um inigualável castigo. Tem sido assim em nossos dias, quando por todos os lugares homens amantes do dinheiro se disfarçam de apóstolos e conseguem atrair a multidão. Enquanto eles divertem o povo com mensagens distorcidas, a maldade impera por todos os lugares. Que tristeza quando Deus retira Sua Palavra! Há muita festa, muitos louvores, mas Deus se afastou! O caminho para o inferno é lindo, quente e estimulante à carne. É a forma que Satanás puxa a multidão com cordas fortes de mentiras, a fim de levá-las para a destruição eterna!