quinta-feira, 6 de março de 2014

OS INCRÉDULOS TROPEÇAM – OS CRENTES SE REGOZIJAM (8)





“Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; e todo aquele que crer nela não será confundido.” (Romanos 9:33)
Spurgeon
         Além disso, um Cristão teria motivos de ser envergonhado se as promessas de Cristo não fossem cumpridas. São muito ricas e muito plenas, e há muitíssimas delas, e se eu tomo estas promessas e atuo segundo a Palavra de Deus, e logo, depois de tudo, encontro que a promessa é um mero papel de refugo; se o Senhor rompesse o Seu próprio juramento, então eu seria envergonhado por ter acreditado num Deus infiel! Mas, quando será isso? Cristão, ainda não te chegou esse tempo? Tens visto promessas aplicadas com poder ao teu coração, e as tens levado a Deus em oração. Permite-me apelar à tua experiência. Não têm sido cumpridas, além da tua expectativa ou da tua fé? Não tem feito Deus por ti, coisas extremamente abundantes, que ultrapassam o que possas pedir ou pensar?
         E, todavia, nesta manhã talvez tenhas medo de que a Sua promessa não seja cumprida! Estás a assistir aqui com um espírito abatido, tiveste tantos problemas durante a semana que realmente começas a estar envergonhado por teres confiando em Deus. Envergonha-te de ti mesmo por estares envergonhado! Mas, podes estar seguro de que a tua confiança não é algo de que devas envergonhar-te. Mas, oh meus irmãos, quão envergonhado estaria o Cristão se quando chegasse ao momento da morte não encontrasse apoio, não visse a qualquer anjo amável junto ao seu leito, ou que algum Salvador lhe sustentasse a sua cabeça ao alto, no meio das ondas! Mas, ouviste alguma vez de algum Cristão que se envergonhasse na hora da sua morte? Não é antes pelo contrário, mais exatamente, o claro testemunho de todos os que partiram que os seus últimos momentos foram dourados com a luz do sol do Céu?
         Não cantaram nos seus leitos de morte, com David: “Sim, ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam?” Se, na verdade, pudéssemos despertar na ressurreição e descobrir-nos sem um Salvador; se pudéssemos estar no tribunal de Deus e descobrir que o sangue de Cristo não nos tivesse limpo; se, depois de toda a nossa fé Nele O ouvíssemos dizer: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”, então poderíamos ser envergonhados! Porém, o nosso texto assegura-nos que nunca teremos de sofrer isso. Então podemos apoiar-nos plenamente sobre este doce consolo: que tendo crido em Cristo nunca nos veremos na necessidade de nos envergonharmos da nossa esperança, nem nesta vida, nem na vida vindoura.
         2. Tendo notado quando o Cristão poderia ser envergonhado, notemos por que poderia ser envergonhado se tais coisas se dessem. Algumas vezes pensei, queridos Amigos, que em algum sentido, se se chegasse a demonstrar que a Bíblia é falsa, nunca me veria envergonhado por ter acreditado nela. Se não houvesse um Salvador, penso que quando estivesse diante do trono de Deus não seria envergonhado por ter crido no Evangelho, porque, parece-me que poderia atrever-me a dizer inclusive ao Deus eterno: “Grandioso Deus, eu acreditei isso de Ti, o que refletia a mais excelsa honra sobre o Teu caráter; cri-Te capaz de um grandioso ato de graça: a entrega do Teu próprio Filho; cri-Te tão justo que não perdoarias sem um castigo e, todavia, tão misericordioso que preferirias entregar o Teu Filho a não teres misericórdia dos homens.
         Cri de Ti coisas mais excelsas que as que creram os judeus, ou os muçulmanos ou os pagãos, e a minha alma amou-Te por isso, na verdade; eu, com efeito, preguei aquilo que pensei que honraria o Teu nome, e agora que resulta ser um equívoco, não me vejo envergonhado por haver crido, pois era algo que deveria de ter sido verdadeiro, que a Tua natureza e o Teu caráter faziam provável que fosse verdade, e lamento ao ver que não o é, mas, não estou envergonhado! Queria que tivesse sido certo; isso far-Te-ia mais glorioso, do que o és, grande Deus.”
(extraído)

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