:“...e eu o
ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
Caro leitor
continuemos analisando as maravilhas da ressurreição, porquanto cada crente
neste mundo é obra da chamada de Deus, tirando o pecador da morte para a vida.
A vida cristã começa com ressurreição e terá finalmente a ressurreição do corpo
naquele grande dia. Caro amigo, lembremos bem que se não houver ressurreição o
homem está morto e continuará morto em seus pecados, e como morto está julgado
para ser lançado no lugar dos mortos – o lago de fogo. Mas precisamos ver que a
presença dos crentes neste mundo é uma visão antecipada da glória eterna; a
presença de cada crente neste mundo é uma provisão da bondade de Deus neste
mundo; é o Senhor fazendo brilhar as maravilhas do céu na terra, caso contrário
o mundo torna-se um local para os espetáculos dos juízos de Deus.
Dando
continuidade na exposição desse tema, digo e afirmo que a ressurreição desfez
o poder escravizador do pecado. No pecado o homem vive da aparência; vive
lambendo o melado que satanás passa no pão mofado do pecado. No pecado o homem
vive sob o domínio das paixões e mesmo aquilo que é lícito é transformado em
paixões. No pecado o homem não percebe o quanto tudo isso tem função
transitória; que todo esforço do homem resultará em nada. Mas assim que o homem
é tirado dessa escravidão imediatamente passa a ver que não passava de uma alma
escravizada no pecado e que seu corpo é uma prisão. Os santos enquanto aqui
vivem não estão livres dessa prisão, mas estão apercebidos desse fato. Os
santos usufruem da liberdade interior, e nessa liberdade que eles têm podem
controlar o poder das paixões carnais. A liberdade cristã é a do homem interior
e isso é invisível aos olhos do mundo, enquanto que a liberdade que o mundo
proclama é a liberdade de escorregar às profundezas de suas paixões.
Creio que
devo desenvolver um pouco mais esse assunto, pois é de grande importância para
a vida dos verdadeiros crentes. A verdadeira liberdade é aquela que faz o homem
do coração livre; é aquela que proclama o coração liberto para servir a Deus e
não mais o pecado. Os santos sobem às alturas da glória; os santos sobem até o
céu da confiança, da oração, da dependência de Deus, da vitória contra o
pecado. Pela fé os santos usufruem dessas maravilhas de comunicar
constantemente com o lugar onde vão morar; podem falar constantemente com o
trono de misericórdia, sem necessidade de qualquer mediação, pois já tem lá o seu
perfeito Mediador, ao lado do Pai (1 João 2:1). Mesmo habitando nesse corpo tão
carregado de humilhação, eis que os santos vivem na liberdade da glória dos
filhos de Deus. Eles conquistam isso à medida que andam com o Senhor;
conquistam essas maravilhas quando passam a conhecer as verdades eternas que
nos foram reveladas e quando essas coisas chegam aos seus corações.
Caro
leitor, veja o que fez a ressurreição, pois soltou as amarras da morte e da
escravidão e assim libertou o homem daquilo que estava preso e escravizado pelo
resto da vida. Os crentes percebem que em seus corpos habitam os mesmos poderes
que antes lhes subjugavam e lhes controlavam, mas agora podem perceber que
recebem da graça aquilo que precisam, a fim de que sejam fortes. Os santos não
estão livres do pecado, mas têm suas mãos livres das algemas que lhes prendiam
e têm seus pés libertos das correntes do mal. É nessa liberdade que eles andam,
correm e voam (Isaías 40:31). Estão conscientes dos perigos, mas têm livre e
contínuo acesso à fonte da graça. Os santos não vivem de espetáculos, seus pés
estão solidamente postos na Rocha e aguardam quando vão sair desse vil condição
que ainda enfrentam em seus corpos mortais. Os santos esperam a perfeição; a
ressurreição que fez deles novas criaturas, faz deles homens e mulheres da
esperança, porquanto aguardam seus novos corpos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário