quinta-feira, 6 de março de 2014

AS MARAVILHAS DA RESSURREIÇÃO (14 de 24)




                            :“...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
         Caro leitor continuemos analisando as maravilhas da ressurreição, porquanto cada crente neste mundo é obra da chamada de Deus, tirando o pecador da morte para a vida. A vida cristã começa com ressurreição e terá finalmente a ressurreição do corpo naquele grande dia. Caro amigo, lembremos bem que se não houver ressurreição o homem está morto e continuará morto em seus pecados, e como morto está julgado para ser lançado no lugar dos mortos – o lago de fogo. Mas precisamos ver que a presença dos crentes neste mundo é uma visão antecipada da glória eterna; a presença de cada crente neste mundo é uma provisão da bondade de Deus neste mundo; é o Senhor fazendo brilhar as maravilhas do céu na terra, caso contrário o mundo torna-se um local para os espetáculos dos juízos de Deus.
         Dando continuidade na exposição desse tema, digo e afirmo que a ressurreição desfez o poder escravizador do pecado. No pecado o homem vive da aparência; vive lambendo o melado que satanás passa no pão mofado do pecado. No pecado o homem vive sob o domínio das paixões e mesmo aquilo que é lícito é transformado em paixões. No pecado o homem não percebe o quanto tudo isso tem função transitória; que todo esforço do homem resultará em nada. Mas assim que o homem é tirado dessa escravidão imediatamente passa a ver que não passava de uma alma escravizada no pecado e que seu corpo é uma prisão. Os santos enquanto aqui vivem não estão livres dessa prisão, mas estão apercebidos desse fato. Os santos usufruem da liberdade interior, e nessa liberdade que eles têm podem controlar o poder das paixões carnais. A liberdade cristã é a do homem interior e isso é invisível aos olhos do mundo, enquanto que a liberdade que o mundo proclama é a liberdade de escorregar às profundezas de suas paixões.
         Creio que devo desenvolver um pouco mais esse assunto, pois é de grande importância para a vida dos verdadeiros crentes. A verdadeira liberdade é aquela que faz o homem do coração livre; é aquela que proclama o coração liberto para servir a Deus e não mais o pecado. Os santos sobem às alturas da glória; os santos sobem até o céu da confiança, da oração, da dependência de Deus, da vitória contra o pecado. Pela fé os santos usufruem dessas maravilhas de comunicar constantemente com o lugar onde vão morar; podem falar constantemente com o trono de misericórdia, sem necessidade de qualquer mediação, pois já tem lá o seu perfeito Mediador, ao lado do Pai (1 João 2:1). Mesmo habitando nesse corpo tão carregado de humilhação, eis que os santos vivem na liberdade da glória dos filhos de Deus. Eles conquistam isso à medida que andam com o Senhor; conquistam essas maravilhas quando passam a conhecer as verdades eternas que nos foram reveladas e quando essas coisas chegam aos seus corações.
         Caro leitor, veja o que fez a ressurreição, pois soltou as amarras da morte e da escravidão e assim libertou o homem daquilo que estava preso e escravizado pelo resto da vida. Os crentes percebem que em seus corpos habitam os mesmos poderes que antes lhes subjugavam e lhes controlavam, mas agora podem perceber que recebem da graça aquilo que precisam, a fim de que sejam fortes. Os santos não estão livres do pecado, mas têm suas mãos livres das algemas que lhes prendiam e têm seus pés libertos das correntes do mal. É nessa liberdade que eles andam, correm e voam (Isaías 40:31). Estão conscientes dos perigos, mas têm livre e contínuo acesso à fonte da graça. Os santos não vivem de espetáculos, seus pés estão solidamente postos na Rocha e aguardam quando vão sair desse vil condição que ainda enfrentam em seus corpos mortais. Os santos esperam a perfeição; a ressurreição que fez deles novas criaturas, faz deles homens e mulheres da esperança, porquanto aguardam seus novos corpos.

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